Arquivo de Audiovisual - Moja Sesh https://mojasesh.com.br/tag/audiovisual/ Cultura da nova cena Tue, 20 Jan 2026 21:18:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://mojasesh.com.br/wp-content/uploads/2025/07/icon-150x150.png Arquivo de Audiovisual - Moja Sesh https://mojasesh.com.br/tag/audiovisual/ 32 32 Filme de cineasta Gabriel Afonso leva o Mingu para a tela em Tiradentes https://mojasesh.com.br/dentro-do-meu-peito-mora-um-cao-filme-gabriel-afonso-tiradentes/ https://mojasesh.com.br/dentro-do-meu-peito-mora-um-cao-filme-gabriel-afonso-tiradentes/#respond Thu, 15 Jan 2026 20:00:00 +0000 https://mojasesh.com.br/?p=1123

'Dentro do meu peito mora um cão' estreia na 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes e ressalta o potencial do cinema negro de Nova Lima na construção da identidade territorial

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Curta estreia na janela Territórios Mineiros. Foto: Menê
‘Dentro do meu peito mora um cão’ estreia na 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes e ressalta o potencial do cinema negro de Nova Lima na construção da identidade territorial

O curta de ficção mineiro, roteirizado e dirigido por Gabriel Afonso, integra a programação da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes, encontro que marca o início do calendário audiovisual brasileiro. A exibição será no dia 25 de janeiro, domingo, às 18h, na janela “Territórios Mineiros” da mostra.

Na história, o jovem Josué tem suas noites atravessadas por uma insônia constante. Vivendo em um território marcado pela exploração minerária, rodeado por montanhas, receios e frustrações, Josué reflete incessantemente sobre os desafios do início da vida adulta enquanto precisa dormir.

O filme foi realizado com recursos do Governo Federal, repassados por meio da Lei Paulo Gustavo. Gabriel, que protagoniza o curta e dá vida a Josué, participou diretamente de todas as etapas. Para ele que tem uma atuação múltipla no audiovisual, conceber o filme foi significativo.

“Estar envolvido em todas as etapas, desde a elaboração do projeto, me fez compreender o peso e a leveza de um sonho. Dirigir um filme é transformador. Não exagero ao dizer que é um divisor de águas, um processo de cura.” – Gabriel Afonso

Ainda enquanto escrevia ‘Dentro do meu peito mora um cão’, já vislumbrava quem seriam as pessoas que trariam o filme à vida, na frente das câmeras e na equipe técnica. 

Durante meses, eu “paquerei” os integrantes sem que eles soubessem. Era fundamental que as vivências e subjetividade de cada um funcionassem bem dentro do set. – Gabriel Afonso

O elenco conta com Carlos Henrique, Meibe Rodrigues,  Camilla Damião, Lolø Lótus, Ana Miranda e Penellopy. A produção executiva é assinada por Gabriel Afonso, Well Mendes e Natália Amaro; direção de fotografia por Virgínia Dandara; e direção de arte por Fernanda Bittencourt. A trilha sonora conta com artistas Lau & Eu, Raphael Sales e GUI HOPE. O elenco e a equipe foram formados majoritariamente por pessoas pretas e sexualmente diversas. O filme foi produzido e realizado com o apoio da MOJA Criativa.

Ficha técnica completa

Elenco:
Gabriel Afonso
Camilla Damião
Lolø Lótus
Ana Miranda
Meibe Rodrigues
Carlos Henrique
Penellopy

Roteiro e Direção – Gabriel Afonso
1ª Ass. de Direção – Rhuama
2ª Ass. de Direção – Alícia Coura
Produção – Gabriel Afonso, Well Mendes, Natália Amaro, Mariana Reis
Produção Executiva – Gabriel Afonso, Well Mendes, Natália Amaro
Direção de Fotografia – Virgínia Dandara
Direção de Arte e Figurino – Fernanda Bitencourt
Maquiagem e Caracterização – Maria Antônia Salvo
Edição e Montagem – Renan Távora Soares
Correção de Cor e Colorização – Oliverzort
Som Direto – Pris Ita Campelo
Desenho de Som e Mixagem – Eugênio Neto
Produção Musical, Trilha Original, Masterização – GUI HOPE
Cartaz – Victor Vieira
Ilustração do Cartaz – Ana Elisa Gonçalves
Fotografia Still – Menê, Marrakash
Making Of – Ualter Nolasco
Catering – Rosemere Reis
Assistência Jurídica – Larissa Oliveira

Mais informações e futuras exibições ficam disponíveis na página do filme no Instagram.

Sobre o diretor

Gabriel Afonso é artista multidisciplinar formado em Cinema e Audiovisual pela UNA, Rádio e TV pela Newton Paiva e Produção Cultural pelo Pronatec. Atuante no audiovisual desde 2009, possui trajetória como ator com personagens de destaque nas séries televisivas, Hit Parade, Cientistas Brasileiros, Um Morro do Barulho, e as ainda inéditas, Azul Celeste, Muito Além do Play, e 1986.

Na direção, dirigiu o curta documental “Como eu me vejo em você” que integrou a Mostra de Filmes do Memorial, no Memorial da Vale, e recentemente “Dentro do meu peito mora um cão”. Também  esteve à frente da produção e direção de arte de curta “Impermeável Pavio Curto”, premiado como Melhor Filme na Competitiva Minas do 20° FestcurtasBH e no 51° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; “Como se o céu fosse oceano”, Melhor Filme na Competitiva Minas no 21° FestcurtasBH; e “Diz Que É Verdade”, Melhor Filme da Competitiva Minas do 22° FestCurtasBH.

Mingu nas telas: terra mineira que não esconde nada

Mingu é o bairro no qual o filme se ambienta. Imagem: Reprodução

O bairro Mingu é cenário – e quase personagem – do filme, e leva para a tela uma relação emblemática. Um dos bairros mais antigos de Nova Lima, nasceu do processo de ocupação ligado às atividades minerárias da região.

Desenvolveu-se com residências cedidas pela mineradora para os operários, ficando entre uma mina desativada e a região de indústria. A maioria dos moradores é de baixa renda e se autodeclarou negra ou parda, conforme dados do Censo, do IBGE.

A atividade minerária tem uma presença forte na vida de quem mora na região, e molda relações econômicas e de poder desde a formação do bairro. É comum, inclusive, ver placas indicando rotas de fuga ao caminhar pelas ruas.

Na pesquisa ‘A terra jurou não esconder nada’, da arquiteta Maria Cecília Rocha, a pesquisadora entrevistou moradores e aprofundou nas dinâmicas e dicotomias desse vínculo entre a terra, a sociedade e a indústria minerária no Mingu.

“Os moradores […] relatam uma série de experiências problemáticas com a mineração, que vão desde desastres até a insegurança com a posse de vários imóveis que permanecem como propriedade da mineradora. […] Há também ocorrências a princípio silenciosas, como a silicose, doença advinda da exposição prolongada à poeira de sílica no interior da mina […]. Ao mesmo tempo, vários moradores expressam gratidão por certas conquistas que tiveram graças à mineradora: salário, a educação dos filhos, a moradia e até mesmo a alimentação. – excerto da pesquisa ‘A terra jurou não esconder nada’, de Maria Cecília Rocha

Essa relação perpassa diretamente a realidade de Gabriel, que levou para a tela o próprio olhar, sobre uma parte negligenciada de Nova Lima – um lado da cidade que resiste mesmo à margem.

Durante a escrita do roteiro, senti necessidade de que o bairro espelhasse um dos principais sentimentos do protagonista: a convicção de estar à margem. O Mingu é historicamente negligenciado pelas gestões públicas; seu surgimento se dá para atender exclusivamente às demandas da mineração, outro ponto crucial para contar essa história. Todos os caminhos me apontavam o Mingu, e não houve espaço para dúvidas. O bairro pulsava o filme. – Gabriel Afonso

A lida com a mineração é uma realidade presente na vida de muitos mineiros. Minas Gerais é o Estado com maior faturamento no setor mineral, de acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração. Também é o estado com o maior número de processos minerários (53.398), conforme Monitor da Mineração, pesquisa da MapBiomas.

A geração de oportunidades não apaga os efeitos que são sentidos na pele por quem vivencia o extrativismo de perto. A presença do filme na janela Territórios Mineiros é uma porta para múltiplas discussões, especialmente sobre como o processo extrativista influencia socialmente e espacialmente as comunidades.

Sou de Nova Lima, a cidade com o maior IDH de Minas Gerais. Esse dado não reflete a minha experiência, a da minha família ou amigos, enquanto cidadãos. O território que eu percorro não é retratado nos comerciais de TV, muito menos numa tela de cinema. Apontar a câmera para essa realidade, que desmonta o imaginário popular da cidade, me traz a sensação legítima de honestidade. Dentre as muitas possibilidades de existir sendo mineiro, a que eu escolhi retratar coloca uma lupa sobre a angústia de estar numa cidade cujas riquezas são exploradas há tanto tempo, que parece já não restar nenhuma para você. – Gabriel Afonso

29ª Mostra de Tiradentes

O filme ganha força com a seleção para a 29ª Mostra de Tiradentes, que também marca a estreia da obra no circuito principal de festivais do audiovisual. Para Gabriel, que esteve na mostra pela primeira vez há 8 anos como público, a estreia é a realização de um sonho.

Aquela experiência imersiva de uma cidade inteira respirando arte me impactou profundamente. A Mostra é de grande relevância e inaugura o calendário do audiovisual brasileiro, influenciando muito do que será visto no circuito de festivais ao longo do ano. Ter a oportunidade de estrear o filme na 29ª edição da Mostra é um presente e um sonho. – Gabriel Afonso

A programação é gratuita e acontece entre os dias 23 e 31 de janeiro de 2026, em Tiradentes, Minas Gerais. As informações estão disponíveis no site.

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FLIP lança primeiro EP Visual “CORRE”  https://mojasesh.com.br/flip-lanca-primeiro-ep-visual-corre/ https://mojasesh.com.br/flip-lanca-primeiro-ep-visual-corre/#respond Thu, 05 Sep 2024 13:00:00 +0000 https://mojacriativa.com.br/?p=606

Artista navega em sua relação com Belo Horizonte e nos prazeres e dores das vivências de juventudes dissidentes da capital mineira.

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EP mescla música e audiovisual. Foto: Lázaro Deusdedith
No projeto musical e audiovisual, FLIP navega em sua relação com Belo Horizonte e nos prazeres e dores das vivências de juventudes dissidentes da capital mineira.

Figura ascendente na cena musical belorizontina, multiartista FLIP apresenta seu primeiro EP visual: CORRE. Com influências musicais no pop, funk, e R&B, o projeto, com produção musical de Black Josie, conta com quatro faixas autorais – – acompanhadas por respectivos visuais. O projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

No EP, FLIP mergulha em diversas temáticas, como amor, prazer, perda, dor e liberdade, inspirada pelas vivências e visões como artista preta LGBTQIAPN+, e pela perspectiva da juventude dissidente – divergente das normas e padrões da brancura e da identidade de gênero cisheteronormativa – e que vive e ocupa a cidade.

“CORRE” vem da gíria homônima utilizada pela juventude belorizontina para descrever alguém que continuamente batalha para sobreviver e conquistar objetivos. 

Os clipes, lançados em sequência, contam sobre a personagem FLIP em seu processo de autoconhecimento e pertencimento na cidade de Belo Horizonte, que parece abraçar e repelir seu corpo em uma medida ambígua. A história começa de forma romântica e agridoce em sua cidade interiorana na faixa “Nada Vai Mudar”; migra para uma Belo Horizonte festiva e sensual em “Pode”; até se tornar cinza e introspectiva frente os desafios do corre em “Sem Tempo Pra Chorar”, música com participação do cantor e rapper Imane Rane.

Tanto o processo de composição quanto a criação dos visuais são influenciados pela forte relação de FLIP com o cinema e o teatro. FLIP protagonizou a série Sou Amor, com atuação premiada no 33º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema; e integra o elenco do primeiro longa dirigido por Grace Passô, “Amores 1500”, dentre outros projetos cinematográficos. 

Para FLIP, que também assina a direção geral do projeto, “a criação em outros formatos, especialmente o visual, amplia a narrativa e apresenta outras formas de adentrar os universos criados nas músicas, e eu gosto de abordar a música como essa experiência completa. Não só o som, mas também a imagem, um cheiro, uma lembrança”, comenta.

Os visuais estão disoníveis no canal de FLIP no Youtube.

O EP já está disponível nas principais plataformas de música, e pode ser escutado aqui.

Show de Lançamento

Celebrando o lançamento, FLIP apresenta Sem Tempo pra Chorar, formato inédito de show que traz obras autorais e releituras especiais de histórias de amor, sonhos e crescimento. Para fazer dançar antes e depois do show, Bella Melina e Pedro HBS, talentos de BH, trazem sets com o melhor do reggae, R&B, funk e afrobeats! O show é dia 19 de setembro, às 20h no Spot Culture (Rua São Paulo, 978, Centro- BH/MG). Ingressos aqui!

Sobre FLIP

FLIP é artista musical da cena belorizontina. Sua sonoridade e visualidade pop buscam referência nas culturas preta e queer. O trabalho da FLIP propõe uma experiência musical que mescla também moda e audiovisual para criar um universo próprio e convidar as pessoas a habitarem  e experimentarem a liberdade de ser quem são sem arrependimentos. 

A trajetória na música começou cantando na igreja, no interior de Minas, em Cataguases. Saindo do meio religioso, FLIP se abriu para o mundo após mudar-se para a capital para estudar na UFMG. Foi quando abraçou o sonho de cantar e iniciou sua carreira musical.

Mais da jornada

Em 2021, lançou o primeiro single, MEU NEGO, em parceria com a cantora Michele Bernardino.

No mesmo ano, também colaborou com Yukáh no single “FLUXO“.

De lá pra cá, já apresentou no Projeto Artíficio, fez participação no Tranquilo BH, cantou em diversos espaços culturais e lançou seu primeiro single solo, “Insaciável”.

Em 2023, FLIP lançou o segundo single, Volta, participou do Sarau Minas Tênis, com uma homenagem ao inesquecível Dorival Caymmi, integrou o line-up do Festival @bsurda e da Mostra Olhares.

Lançou a segunda coletânea Dejavu Sessions, com versões de faixas que marcaram o coração da música popular brasileira.

Em 2024, FLIP abriu caminhos com os singles “Como Abraçar o Mar?” e “Nada Vai Mudar” como prenúncio de seu primeiro EP Visual, “CORRE”.

Em suas composições, FLIP dá voz às afetividades e vivências, olhando com sensibilidade e autenticidade para a juventude negra e dissidente. Com frescor e criatividade, conquista cada vez mais espaço para apresentar seu trabalho, emergindo como uma promessa no cenário musical belorizontino.

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